Atentado de 1993 ao World Trade Center
O programa RPJ pagou uma recompensa de 2 milhões de dólares por informações que levaram à captura do terrorista paquistanês Ramzi Ahmed Yousef.
Yousef foi o mentor do ataque com um caminhão-bomba ao World Trade Center em Nova York, em fevereiro de 1993, que matou seis pessoas e feriu mais de mil. Poucas horas após o atentado, Yousef escapou em um avião para o Paquistão.

Yousef ressurgiu nas Filipinas, onde desenvolveu um complexo plano terrorista. Yousef planejava assassinar o Papa João Paulo II em 14 de janeiro de 1995, enquanto o pontífice estava em turnê pelas Filipinas, e explodir 12 aviões estadunidenses na Ásia alguns dias depois. O plano era conhecido como “Oplan Bojinka”, um termo que, traduzido da gíria árabe, significa “Operação Explosão” ou “Operação Big Bang”.
Antes que pudessem executar seu plano, Yousef e seu coconspirador Abdul Hakim Ali Hashim Murad foram forçados a fugir de seu apartamento em Manila em 6 de janeiro de 1995, quando uma mistura química criou uma nuvem de fumaça que saiu pela janela do apartamento. Yousef pediu a Murad que voltasse ao apartamento para recuperar um laptop e outras provas incriminatórias. Quando Murad voltou para o apartamento, no entanto, ele foi confrontado pela polícia, que já havia chegado ao local. Yousef, percebendo que Murad havia sido pego, fugiu para o Paquistão.
Em fevereiro de 1995, um informante, vendo um anúncio do programa RPJ em uma caixa de fósforos e motivado pela possibilidade de um pagamento de recompensa, entrou em contato com a Embaixada dos EUA em Islamabad, Paquistão, e forneceu informações que levaram à localização de Yousef.
Em 7 de fevereiro de 1995, autoridades paquistanesas, assistidas por agentes especiais do Gabinete de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos EUA, prenderam Yousef em Islamabad e o extraditaram para os Estados Unidos para ser julgado por acusações de terrorismo.
De setembro de 1996 a janeiro de 1998, Yousef foi julgado e condenado por acusações relacionadas a terrorismo em três julgamentos separados. Em 8 de janeiro de 1998, um juiz federal o condenou à prisão perpétua e mais 240 anos de prisão.
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